domingo, 20 de março de 2016


E aí, tudo bem?

Interessante as perguntas sem respostas do cotidiano, não é mesmo? É, sabe quando você encontra um conhecido, normalmente tido como colega, ou algo assim. Neste momento, na maioria das vezes, logo soltamos o clássico " tudo bem?", ou mesmo o típico "como é que tá?". Ao ponto que estas frases são ditas por você e o conhecido ao mesmo tempo, ambos perguntando, ninguém respondendo.
São inúmeras perguntas sem respostas todos os dias, olhares trocados rapidamente, tão rápidos quanto a nossa perspectiva de tempo nas cidades maiores. Vale ressaltar o quão cômico é a reação das pessoas, quando não respondemos o tão esperado "tudo bem também". A maioria dos indivíduos a primeira instância, fica paralisado, seus cérebros aparentemente congelam, na dúvida de oferecer um copo d' água com açúcar ou um abraço.
Ao invés de simplesmente perguntar "o que houve?". Porque esta pergunta é tão difícil de ser realizada? Simplesmente porque a maioria das pessoas não quer aceitar as dores do mundo, as atrocidades do sistema em que vivemos, apenas quer fingir que está tudo bem. Dói ter empatia pelo outro, profundidade é coisa de louco, machuca um bocado. Vamos então continuar na superficialidade segura, confortável e sem vida alguma


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