sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Experiências discursivas

Experiências discursivas 
de Carlos Frederico Branco

O Colóquio Nacional de Estudo de Gênero e História ocorridos nos dias 24, 25 e 26 de junho e organizado pelo LHAG (Laboratório de História Ambiental e Gênero), foi um evento que transitaram múltiplas expressões. Minha participação como monitor ,petiano, e ouvinte em alguns simpósios temáticos e uma mesa redonda, fez com que eu me esbarrasse na universidade com pessoas estranhas durante os três dias de evento. Comecei a reconhecer os participantes logo no início do evento. Era fácil de reconhecer. Nenhum evento acontecendo paralelo e as poucas visitas estranhas que a unicentro, recebe todos os dias, não tardaria para inúmeros sotaques surgirem logo de manhã. Dia 24 foi uma segunda-feira fria. Todos os monitores deveriam estar na unicentro antes das 8h. Fiquei responsável em ajudar nas inscrições dos participantes e um minicurso. O minicurso acabou não acontecendo. Ao observar as pessoas, saindo e entrando das salas, do evento, seus rostos estranhos se tornavam mais familiares.



Expressões, o corpo em liberdade. 
 Apresentações culturais também fizeram parte da programação.



No Simpósio Temático 4, Cidadania, gênero e diversidade étnica: diálogos históricos com projetos societários, tive o prazer de ouvir excelentes trabalhos interdisciplinares, preocupados em compreender comunidades quilombolas, indígenas e escolares, em suas estruturas sociais e culturais. Após as apresentações dos participantes, houve intensa troca de experiências entre os participantes, da qual o professor Dr. Cesar de Miranda e Lemos, coordenador do ST, incentivou o diálogo, propondo projetos na área de Ensino de História, a alteridade entre os atores sociais e o difusionismo científico.




Nada mais importa.


Com relação a minha participação como petiano, entrevistei duas professoras que vinham apresentar seus trabalhos, a Profa. Dra. Silvia Maria Favero Arend com a minha colega Alana do PET e a Profa Maria Martha de Luna Freire. Alana e eu, fomos entrevistar a professora Silvia no Hotel em que ela estava hospedada, localizado no centro comercial de Guarapuava. Do início ao fim da entrevista, a professora se apresentou erudita e inteligível. Ela falou sobre a sua trajetória acadêmica e questões sobre Teoria, Metodologia e Ensino de História, apontando os avanços e transformações que o Brasil tem passado nos últimos vinte anos. Diferente da entrevista com a professora Silvia que aconteceu no período da tarde e com calma, a entrevista com a professora Maria, iniciou-se poucos minutos antes da sua apresentação na Mesa Redonda, no último dia do evento. Porém esse fato não prejudicou a entrevista para o PET e recebi toda a atenção da professora. A professora Maria nos relatou a suas experiências com a História. Médica de formação, ela fez mestrado em saúde pública e doutorado em História, ela comentou das manifestações, a vinda de médicos estrangeiros e programas de saúde pública para a mulher.



Eu e o pessoal do LHAG.



Minha experiência no Colóquio, entrevistando, organizando e assistindo colegas, professores e palestrantes, permitiu que inúmeras questões surgissem nesses três dias. A necessidade de políticas públicas nas áreas de educação e saúde, foram mais que evidentes.; o outro corpo e o meu corpo; minhas experiências individuais, sociais, históricas e antropológicas que construo a partir de mim, trouxe-me a necessidade de novas ferramentas conceituais, teóricas e metodológica para compreender esse indivíduo que não se encontra mais preso em estruturas.

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