Experiências discursivas
de Carlos Frederico Branco
O
Colóquio Nacional de Estudo de Gênero e História ocorridos nos
dias 24, 25 e 26 de junho e organizado pelo LHAG (Laboratório de
História Ambiental e Gênero), foi um evento que transitaram
múltiplas expressões. Minha participação como monitor ,petiano, e ouvinte em alguns simpósios temáticos e uma mesa redonda,
fez com que eu me esbarrasse na universidade com pessoas estranhas
durante os três dias de evento. Comecei a reconhecer os
participantes logo no início do evento. Era fácil de reconhecer.
Nenhum evento acontecendo paralelo e as poucas visitas estranhas que a
unicentro, recebe todos os dias, não tardaria para inúmeros sotaques surgirem logo de
manhã. Dia 24 foi uma segunda-feira fria. Todos os monitores
deveriam estar na unicentro antes das 8h. Fiquei responsável em
ajudar nas inscrições dos participantes e um minicurso. O minicurso
acabou não acontecendo. Ao observar as
pessoas, saindo e entrando das salas, do evento, seus rostos estranhos se tornavam mais familiares.
Expressões, o corpo em liberdade.
Apresentações culturais também fizeram parte da programação.
No Simpósio Temático 4, Cidadania, gênero e diversidade étnica:
diálogos históricos com projetos societários, tive o prazer de
ouvir excelentes trabalhos interdisciplinares, preocupados em
compreender comunidades quilombolas, indígenas e escolares, em suas
estruturas sociais e culturais. Após as apresentações dos
participantes, houve intensa troca de experiências entre os
participantes, da qual o professor Dr. Cesar de Miranda e Lemos,
coordenador do ST, incentivou o diálogo, propondo projetos na área
de Ensino de História, a alteridade entre os atores sociais e o
difusionismo científico.
Nada mais importa.
Com
relação a minha participação como petiano, entrevistei duas
professoras que vinham apresentar seus trabalhos, a Profa.
Dra. Silvia Maria Favero Arend com a minha colega Alana do PET e a
Profa Maria Martha de Luna Freire. Alana e eu, fomos
entrevistar a professora Silvia no Hotel em que ela estava hospedada,
localizado no centro comercial de Guarapuava. Do início ao fim da
entrevista, a professora se apresentou erudita e inteligível. Ela
falou sobre a sua trajetória acadêmica e questões sobre Teoria,
Metodologia e Ensino de História, apontando os avanços e
transformações que o Brasil tem passado nos últimos vinte anos.
Diferente da entrevista com a professora Silvia que aconteceu no
período da tarde e com calma, a entrevista com a professora Maria,
iniciou-se poucos minutos antes da sua apresentação na Mesa
Redonda, no último dia do evento. Porém esse fato não prejudicou a
entrevista para o PET e recebi toda a atenção da professora. A
professora Maria nos relatou a suas experiências com a História.
Médica de formação, ela fez mestrado em saúde pública e
doutorado em História, ela comentou das manifestações, a vinda de
médicos estrangeiros e programas de saúde pública para a mulher.
Eu e o pessoal do LHAG.
Minha
experiência no Colóquio, entrevistando, organizando e assistindo
colegas, professores e palestrantes, permitiu que inúmeras questões surgissem nesses três dias. A necessidade de políticas públicas
nas áreas de educação e saúde, foram mais que evidentes.; o outro
corpo e o meu corpo; minhas experiências individuais, sociais,
históricas e antropológicas que construo a partir de mim,
trouxe-me a necessidade de novas ferramentas conceituais,
teóricas e metodológica para compreender esse indivíduo que não
se encontra mais preso em estruturas.



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